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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sombras, um novo olhar!


O ser humano foi condicionado a desprezar as sombras, até mesmo a sua. É interessante salientar que por mais que ela passe despercebida, nunca deixa de existir.

O exercício das sombras foi mais abstrato que os demais, a começar pelos desenhos que deveriam ser feitos. O desenrolar do encontro se deu pelo marcante discurso sobre o voltar ao tempo de criança, brinca com a sombra; enquanto desenvolvíamos o trabalho.

Mas, o que realmente marcou o exercício foi à discussão que se deu entorno de qual seria o papel das sombras; esconder jeitos, sentimentos, vontades... Não apenas coisas ruins, mas coisas que poderiam revolucionar nossa maneira de ser/viver. Ficou concordado que na maioria das vezes usamos, sem perceber as sombras para isso; não sei de fato, até onde isso é legal.



Lembro-me do meu ingresso na universidade, assumi um papel muito restritivo, muitas vezes falava com os meus amigos que eu não suportava mais camuflar o que eu realmente era. Porque via a priori que na universidade só havia espaço para os sérios, céticos, ortodoxos, etc. Mas, hoje assumi o meu jeito de ser, e percebi que durante um momento escondi isso nas sombras.


Esse é fato que enaltece no sentido pejorativo as sombras, esconder; e o ser humano nunca dispensará isso. No entanto, algumas revelações são vitais para a manutenção da vida, pois nem tudo aquilo que ocultamos é necessariamente ruim.
Acho muito legal o trabalho desenvolvido por esse grupo:

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Consciência Negra em FOCO!


O Evento com o Tema – Lei 10.639: África e Brasil unidos pela história e pela cultura foi de fundamental importância para trazer à tona questões que ainda são camufladas meio a sociedade. Chegar a ser inacreditável como uma lei que já está posta desde 2003 não tem suas funções notoriamente aplicadas no universo educacional.

É claro que fica contundente o desprezo e preconceito ao ensino das culturas de matrizes africanas e afrodescendentes num país de predominância dos povos africanos. Sem falar que o branqueamento exposto entre o fim do século XIX e início do século XX nunca deixou de existir e de ser pregado.

No entanto, ações, ou melhor, reações de resistência continuam a ser tomadas para que se desenvolva na população brasileira uma consciência sã a respeito do que é ser NEGRO e seu papel como sujeito oriundo de matriz cultural africana.

Quanto ao feriado que existe em muitas cidades no Brasil, hoje o enxergo como desnecessário; já que ele não fomenta a reflexão sobre a negritude brasileira e sim, dissipa a população como se tal participasse de mais um feriado qualquer.


Fica evidente que políticas devem ser adotadas o mais rápido possível; no que pude perceber, falta aproximação da sociedade a vida das comunidades tradicionais de povos afrodescendentes. Notei isso ainda no ensino médio, quando pesquisei sobre quilombos e descobri que era abraçado por vários; a começar por um que fica no entorno de Itabuna-BA. E endossei na universidade na palestra do Prof. Dr. Murilo Ferreira da UNEB . Aproximar é o melhor caminho. Precisamos vivenciar, construir no dia-a-dia a consciência negra e não só expor palavras bonitas no dia 20 de Novembro.

Será? - Sim. É um concerto!

De onde menos imaginamos que poderia render um concerto, rendeu, e muito!

* Proposta inicial - Cada discente deveria gravar algum animal por no mínimo 5min e trazer a gravação para a aula.
* Proposta Inusitada – Os discentes por livre e espontânea vontade deveriam arrumar os sons dos animais produzidos durante a gravação num concerto.
* Reação – Isso não vai dar Certo, vai ficar tudo sem nexo, etc..
* Olhar do Docente – Gente vocês vão conseguir produzir alguma coisa...


Não tinha mais como retrucar, então aceitamos a proposta e nos empenhamos em produzir algo, seja lá como se estabeleceria seu resultado. Os colegas ligados a música lideraram o grupo. Vejam no que deu...


Além da integração que o CC traz aos discentes ele ainda fomenta a cultura, o olhar de resgate que por muitas vezes silenciamos, fechando os olhos, parando de acreditar...

Não pretendo ir para a área das “artes” e me perdoem os críticos de plantão, mas, o verdadeiro artista não precisa de muito mais do que ACREDITAR, para que o mundo ao seu redor se modifique.

O Som...

Sim, ele mesmo está em todo o lugar, mesmo que só haja 1 (um) único ser humano, lá estará ele.


A Imagem abaixo é uma atividade produzida após uma discussão sobre a temática “som”.  Ela descreve a relação do individuo com o meio onde ele está inserido no convívio do som; mostra que o som pode vir a ser lembrado também por meio de uma imagem estática e sem vida, num ambiente cercado por poluição sonora.


Nossa contribuição a Bandeira COLETIVA!

Google
A bandeira em linhas gerais tem por objetivo representar, defender, mostrar posição, etc.. Essa atividade foi de suma importância, pois nós discentes pudermos nos posicionar, além de permitir verificar qual é a cara da UFSB. Só em nível de curiosidade ainda não sei, mas, pela contribuição que demos a bandeira, ficou nítido o quanto é diversa a nossa universidade... 


Folhas ao Vento II

Desenhar as folhas nos possibilitou abstração, um retorno aos trabalhos desenvolvidos nas séries primárias; alguns mais arrumados e caprichados, outros desajeitados e confusos.






quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Folhas ao Vento - I


Nome Cientifico - Graptopelatum Paraguayense                                                   
Nomes Comuns - Planta fantasma, planta pérola e rosa de pedra.                                           
Família – Crussalaceae                                                                                      
Origem – América do Sul

A Planta Fantasma é uma planta suculenta herbácea e perene. Possui um caule prostado e as suas folhas podem variar de tom a depender da exposição da planta ao sol.
Além de serem muito sensíveis ao toque, onde durante o manuseio diversas folhas caem, essa suculenta assim como a maioria possui um sistema radicular (que também pode-se entender como um mecanismo de defesa da subsistência da espécie) que é o surgimento de novos indivíduos a partir dessa folhas que caem.
Para que elas permaneçam com a sua tonalidade normal devem ficar expostas ao sol pleno. 

FONTE:http://faroleco.blogspot.com.br/2013/01/planta-fantasma.html

Consciência Política - Algo inusitou minha curiosidade sobre a eleição...



No dia cinco de outubro de dois mil e quatorze milhões de brasileiros saíram às urnas para escolherem entre os candidatos, seus representantes. Desse fato surgem milhares de charges, comentários infringentes tanto de esquerdistas quanto de direitistas e uma série de outras coisas como o lixo chamado “santinho”.
Ser mesário nas eleições é moeda de troca para aqueles que trabalham efetivamente numa empresa, pois todos recebem como gratificação pelos dias trabalhados na eleição folga dupla que a lei determina, ou dinheiro. Convidado para tal função, eu não deveria receber nada mais do que o valor da refeição (R$ 25,00), porém percebi algo que praticamente ninguém percebeu e isso rendeu um valor de grande relevância ao meu dia.
O brilho exacerbado nos olhos de alguns daqueles eleitores trouxera-me emoção nunca antes sentida. Aqueles que perdem a amizade, mas não perdem o debate político podem não compreender. Estive sempre a observar as expressões dos eleitores: uns odiosos pela obrigação de votar, outros apenas cumprindo com o seu direito de escolher democraticamente os governantes. Alguns poucos sorriam.
Sorriam não apenas em conversa às vezes descontraída com os mesários. Aos meus olhos eles sorriam ao se deparar com a urna, eram como crianças numa loja de brinquedos. O brinquedo pode ser caro, importante a ponto de estar no topo da lista dos mais comprados, contudo o poder de escolha está e sempre estará nas mãos da criança.
Nasci na época do que chamamos democracia, experimento esse sentimento. Recentemente um israelense desinformado chamou nosso país de anão democrático, mas a democracia de meu país e a emoção passada por aqueles eleitores deram mais sentido ao meu voto, a minha participação política. Ajudou-me a concretizar uma coisa: podemos ser ainda mancebos na democracia, todavia o poder emana do povo.
Desculpe-me os críticos políticos, mas a consciência política nasce no momento em que o eleitor sai de casa com destino a urna.  




sábado, 4 de outubro de 2014

Águas - Making of do trabalho







* Como prova que a maioria dos Objeto utilizados serão reutilizados, segue a foto prova de que aquilo que faria mais dano ainda ao meu ambiente foi retirado sem maiores danos... E será em breve doado, aguardem!



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Águas :(

Compartilho uma poema de uma querida professora que tive, ela que sempre esteve na luta pela preservação do meio ambiente.


SÚPLICA DO RIO

Meu Deus!
Humildemente clamo a tua misericórdia!
Vê Senhor, o meu estado.
Sou uma longa serpente agonizante
Afogada no esgoto que o homem produz cada vez mais
Nem sou mais um rio, mas um esgoto a céu aberto.

Porque o homem não sabe lidar com o próprio lixo.

Quando chove
Sou o lixo líquido em movimento apressado
Quando é seca
Sou um amontoado de costelas
envoltas em salmoura podre!

Vigilante, a vegetação seca das margens faz o velório
Segurando inúmeras embalagens de plástico
Tal velas imundas a denunciarem a insensatez humana.

Ingazeiras e cajazeiras de minhas margens
Foram derrubadas e as que ficaram
Assistem resignadas a minha agonia.

Sinto saudades
Das crianças a se banharem felizes
Até ficarem roxas de frio

Da felicidade dos animais e das pessoas
a sorverem minhas águas com prazer.
Das cantigas solenes das lavadeiras;
dos poetas a me saudarem orgulhosos.

Hoje, até eles os poetas me abandonaram...

Eu te pergunto agora, Senhor!
Aonde está
O programa de recuperação
Do rio Cachoeira?
Aonde está
a Agenda 21?

Não conseguem mudar nada!

Eu suplico a esses senhores:
Venham logo! ! !
Estou morrendo. . .

Eu e todos vocês! ! !

Efigênia Oliveira

Águas - Ainda dá tempo de lutar por ele (Rio Cachoeira)

https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQlUtJCmWYVs106cwuvP6zWi7_ULTJNSrZOwO2F6YFpx3O7eCHoZk_SNy7L
Pensamos enfim,  produzir algo para representar nossa indignação contra o real abandono do nosso querido rio. A exposição de contatos tão íntimos com o rio trouxe emoção no tange a saudade e revolta, uma única expressão que revela contrastes...

Representamos a morte do rio...



* O leito do rio foi produzido com sacos de lixo que serão após o uso encaminhados a uma instituição beneficente.


Ficou acordado entre os discentes participar de projetos existentes no que tange a preservação do Rio Cachoeira. 


Águas - Um gigante ESQUECIDO!

Rio Cachoeira
Itabuna-BA
https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcT51JJzViv9p1peUgyV9HcpzLZezX-3f3TEZvvWm8tmtsLoWv6ZNQ
A 2ª atividade do CC FIES propôs aos discentes a oportunidade de destacar a importância das águas dentro de uma sociedade. Quando as apresentações começaram a surpresa veio à tona, o que parecia invisível a massa social se tornou fomento para discussões acerca de preservação, sustentabilidade, etc.. 

Ele ressurgiu! A princípio em momentos de glória... Hoje, infelizmente como um rechaçado que insuportavelmente está sendo aturado .

O que aconteceu com ele foi e é TRISTE...

A dor é incômoda desde experientes cidadãos (aqueles que desfrutaram de sua exuberância) a meninos em formação.
 
Conheça a história através do documentário produzido pelo Projeto Memórias do Rio Cachoeira
 

A Cor da Minha Terra - III

A Vila de Trindade - RJ versus a usurpação Capitalista!







A cor da Terra - II




Levei para representar minha terra, meu sossego, meu recanto; um pouco de terra do meu quintal! Que representa meu lugar de refúgio, de onde ninguém pode me fazer sair...
Segue as fotos do que há sobre a terra.








domingo, 21 de setembro de 2014

A cor da minha terra

Todo o ser humano precisa de forma subjetiva de um lugar pra chamar de seu; algo que lhe transmita base, que fundamente sua vida, que ao olhar para lá consiga aquietar a sua alma.A experiência da "Cor da Terra", a primeira do fórum, possibilitou aos discentes refletir sobre aquilo que era seu, pois o pouco de terra deveria ser retirado de um lugar particularmente importante para cada um. Sendo assim, ficou claro a importância do lar (casa) na vida de cada um e como esse laço afetivo fundamenta a vida, dando sustância, ou melhor ainda "cor". Acredito que todos ficaram sem saber o que era certo, o que se deveria fazer, abordar, expelir daquela amostra de terra. E o mais legal não é origem de cada grão, mas, sim a atribuição da cor - significado - que cada uma carregou em si, tornando o experimento sensacional.Enfim, a viagem começa com o retorno àquilo que às vezes passa desapercebido na correria do dia-a-dia, aquilo que carrega o ser humano na sua jornada.Cada discente, volta... Procura a razão da existência daquela terra, e redescobre não em valor científico, mas emocional, sua  importância de ser, através daquilo que colaborou com o que ele é hoje.O fórum por si só desafoga o homem da insensibilidade ou melhor da imperceptibilidade que o mantém cansado as coisas da alma.Faz-se necessário voltar! A terra que representa essência...Se as atividades emocionais estão assim, imaginem as próximas...